Escrever é um orifício

agosto 22, 2013

Bebia café com a intensidade de quem entornava um copo de vodca. Decidida. A que? Nem ela sabia. Mas esperava que a firmeza dos atos influenciassem de alguma forma a coerência do pensamento.

 
Sempre detestou se sentir perdida. Era uma constante em viagens: mapa na mão e passos firmes quando acabava de subir as escadas do metro. De qualquer metro. Já decidia nos últimos degraus se pegaria a esquerda ou a direita. Pouco importava a direção. O que importava era que não percebessem que ela estava perdida. E invariavelmente ela estava.  E sim, ela não pedia informações. No matter what. Ela não veio a essa vida a passeio. E detestava gente lerda na sua frente.
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