De geração em geração

janeiro 25, 2012

Mesmo não tendo filhos, sinto que a genética tem seus resultados. Explico-me. Descobri há poucos dias que meu sobrinho,  também conhecido por Pipe, ganhou um concurso de dança. Kuduro – um ritmo africano. Ele não só reproduziu o meu feito como o aperfeiçoou.

Ele o incrementou por dois motivos: seu ritmo é muito mais significativo do que o meu. Não que Beto Barbosa com seu rebolado possa ser descartado dos grandes feitos dos anos 90. Não. A lambada significou o triunfo de uma dança da região Norte por todo o Brasil. Fato até então pouco usual.

Mas o Kuduro significa a inversão da lógica colonizador – colonizado. Um gênero musical que surgiu em Angola e está, nesse exato momento, sendo ouvido em Lisboa. Um ritmo africano que deixa de ser visto como uma dança tribal e passa a ser enxergado como tendência. Revolucionário, não?

O segundo, bem…..Ele competiu com muito mais gente, né? Eu? Eu ganhei o concurso de lambada da minha rua.

Para quem não conhece ainda, segue um pouco de Angola para vocês:

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