No balançar dos 30

agosto 8, 2011

Qual foi a última vez que você perdoou alguém? Assim, do nada, sem nem antes ter percebido que havia raiva escondida, a ser reciclada em perdão?

Ontem, numa conversa sobre as dificuldades do meu nascimento, eu perdoei minha mãe.  Veio-me o impulso de agradecê-la, de todo coracao, pela vida. Percebi que alguma raiva havia se dissipado.  Pois raiva é chumbo e perdão é quase levitação. Será que isso é também virar adulta: se livrar da frustração de adolescente que flagra a imperfeição dos genitores? E reconhecer o quão incrível é o simples fato de eles nos aceitarem como filh@s – e nos amarem – mesmo depois de tantas fraldas borradas e uma “adolescência ingrata” no meio do caminho?

Bem, se isso for se tornar adulta, eu sou uma quase balzaquiana que finalmente se despediu da adolescência.

Ainda em tempo: o sentimento pós-perdão-inesperado: comer brigadeiro de olhos fechados no balançar de uma rede!

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2 Respostas to “No balançar dos 30”

  1. Layla said

    Das muitas vezes que já li esse post fico tentando imaginar esse processo de perdão… será que acontece de a gente se perdoar assim também? Mas aí talvez alguns anos mais tenham que se passar….

  2. pataqui said

    é…eu creio que seja do mesmo modo! e é o perdao mais importante, neh? tudo comeca com um autoabraco diário.
    depois posto uma foto sobre isso 😉
    saordade

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